Petricor
2024 · 7 obras · Apresentada em SUAVE coisa nenhuma, Adizza Prado Galeria, 2024
Petricor é o nome do cheiro de terra que sobe quando a chuva cai sobre o solo seco ou sobre a pedra. A palavra junta o grego petra, pedra, e ícor, o fluido que corria nas veias dos deuses. A artista chegou ao título numa conversa com uma amiga que leu o texto do projeto — e ele nomeia bem o que a série procura: o instante em que o mineral e o vivo trocam de lugar.
As sete imagens foram feitas em caminhadas pela mata úmida, atentas aos microssistemas que compartilham energia e vivem em troca constante. Raízes que tomam uma parede em ruína, a pedra rachada em preto e branco, uma janela aberta num muro coberto de líquen, e três fungos vistos de tão perto que viram paisagem: o chapéu pintado, as lamelas em leque, a forma alaranjada que parece brotar do escuro.
Para a artista, o projeto foi também uma volta ao que chama de conexão “não virtual”: a troca de energia com a natureza que nos alimenta e que estamos sufocando. Petricor foi apresentada na coletiva SUAVE coisa nenhuma, com curadoria de Carolina Mikoszewski, na Adizza Prado Galeria, em 2024, em impressões de pigmento mineral sobre papel de algodão.






